O Treinamento de Vibração do Corpo Inteiro (VCI) é uma modalidade terapêutica utilizada na fisioterapia neurofuncional que utiliza plataformas vibratórias para estimular o sistema neuromuscular.
Diferente de uma atividade física comum, na reabilitação, a vibração é ajustada em frequências e amplitudes específicas para gerar respostas terapêuticas no sistema nervoso e nos músculos.
Como Funciona o Tratamento
O paciente posiciona-se em pé (ou sentado, dependendo da sua condição) sobre uma plataforma que oscila rapidamente. Essas oscilações mecânicas provocam o que chamamos de “reflexo tônico vibratório”:
- Micro-contrações: O corpo reage à instabilidade da plataforma contraindo e relaxando os músculos de forma muito rápida (até 30 a 50 vezes por segundo).
- Estimulação Sensorial: As vibrações ativam receptores sensoriais nas articulações e músculos, enviando sinais intensos ao cérebro, o que ajuda na reorganização neural (neuroplasticidade).
Principais Benefícios na Reabilitação Neurofuncional
- Regulação do Tônus Muscular: Ajuda a reduzir a espasticidade (rigidez) em pacientes que sofreram AVC ou têm Paralisia Cerebral.
- Melhora do Equilíbrio e Coordenação: Como a plataforma gera instabilidade, o cérebro é forçado a recrutar músculos estabilizadores, melhorando o controle postural.
- Fortalecimento Muscular: É uma excelente alternativa para pacientes com fraqueza muscular severa que ainda não conseguem realizar exercícios de alta carga.
- Aumento da Densidade Óssea: A vibração estimula as células ósseas, sendo fundamental para prevenir a osteoporose em pacientes com mobilidade reduzida.
- Melhora da Circulação: O movimento ajuda no retorno venoso e na oxigenação dos tecidos periféricos.
Indicações Comuns
Este tratamento é frequentemente utilizado para pacientes com:
- Doença de Parkinson (ajuda na redução de tremores e melhora da marcha).
- Sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral).
- Esclerose Múltipla.
- Lesões Medulares.
- Idosos com risco de queda.
Nota importante: O tratamento deve ser sempre supervisionado por um fisioterapeuta, pois existem contraindicações importantes, como a presença de próteses metálicas recentes, marcapassos, histórico de trombose ou gestação.

