Reabilitação Pós-Cirúrgica03

Reabilitação Pós-Cirúrgica

A Reabilitação Pós-Cirúrgica é uma fase crítica e essencial do processo de recuperação após qualquer intervenção invasiva. Ela consiste em um programa planejado de exercícios e terapias que visa restaurar a mobilidade, a força e a função do corpo, garantindo que o resultado da cirurgia seja o melhor possível.

Diferente de uma fisioterapia comum, ela é dividida em fases que respeitam o tempo de cicatrização biológica dos tecidos (tendões, ossos ou músculos).


Objetivos Principais

  • Controle da Dor e Inflamação: Utilização de recursos para reduzir o inchaço e o desconforto nos primeiros dias.
  • Prevenção de Complicações: Evitar a formação de aderências cicatriciais, fibroses, atrofia muscular e trombose (devido ao tempo de repouso).
  • Recuperação da Amplitude de Movimento (ADM): Devolver ao paciente a capacidade de dobrar e esticar a articulação operada.
  • Reeducação Funcional: Ensinar o paciente a realizar movimentos do dia a dia (como andar ou subir escadas) com a nova condição cirúrgica.

Fases Comuns do Tratamento

FaseFoco PrincipalExemplos de Intervenção
Hospitalar / ImediataProteção e CirculaçãoExercícios respiratórios, movimentos leves de extremidades e treino para sair do leito.
IntermediáriaGanho de MovimentoTécnicas de terapia manual, alongamentos suaves e exercícios de carga leve.
AvançadaFortalecimentoExercícios de resistência, treino de equilíbrio (propriocepção) e impacto controlado.
Retorno à AtividadePerformanceSimulação de atividades esportivas ou laborais específicas do paciente.

Indicações Frequentes na Fisioterapia

  1. Ortopédicas: Pós-operatório de próteses (quadril/joelho), reparo de ligamentos (LCA), cirurgias de coluna e fraturas.
  2. Neurológicas: Recuperação após cirurgias de descompressão medular ou retirada de tumores cerebrais.
  3. Cardiovasculares: Reabilitação após cirurgias cardíacas (como ponte de safena).
  4. Plásticas/Estéticas: Controle de edema e cicatrização após lipoaspiração ou abdominoplastia.

Importante: A comunicação entre o cirurgião e o fisioterapeuta é fundamental. O protocolo deve seguir estritamente as restrições impostas pelo médico (como o limite de carga sobre o membro operado).